Gasolina deve ficar 15 dias sem reajuste

Pelo menos é o que diz a Petrobras

A Petrobras informou que começou a adotar desde quinta-feira, dia 6, um mecanismo de proteção financeira que permitirá aumentar os intervalos de reajustes nos preços da gasolina nas refinarias em até 15 dias. O objetivo é dar mais flexibilidade à sua política de preços.
A estatal vinha adotando, desde 3 de julho do ano passado, reajustes quase diários no valor do combustível, com base sobretudo no mercado internacional e no câmbio. Há dois dias, a gasolina atingiu novo preço recorde nas refinarias.
Esse mecanismo, conhecido como hedge, daria a opção de mudar a frequência dos reajustes diários no mercado interno, podendo até mantê-lo estável por curtos períodos de tempo, de até 15 dias.
O hedge é um contrato financeiro que dá o direito de comprar ou vender um ativo no futuro por um valor combinado previamente. É uma espécie de seguro que protege a empresa de bruscas variações do mercado.
Ele é muito usado por empresas que têm custos ou receitas em moeda estrangeira, como exportadoras e importadoras. No caso da Petrobras, ele será aplicado sobre as cotações da gasolina no mercado futuro dos Estados Unidos.
O preço médio da gasolina nos postos de combustível terminou a semana passada a R$ 4,446, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o que representa um aumento de 0,38% na comparação com os sete dias anteriores. Foi a primeira alta depois de cinco quedas seguidas.
  Postado: 07/09/2018

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