Após 2 anos de forte alta, reajuste da luz será menor em 2019

Os brasileiros poderão ter um 2019 com menor carga pelo menos nas contas de luz. A previsão das agências reguladoras de energia é de que os reajustes fiquem bem abaixo dos praticados em 2017 e 2018
Em 2019, a tarifa deverá ficar praticamente estável, com elevação média de 0,38%, segundo cálculo feito pela empresa de tecnologia especializada em tarifas de eletricidade TR Soluções e publicado dia 26 pelo jornal Folha de S.Paulo.
Em 2018, a forte alta da conta de luz foi impactada principalmente pelo regime de chuvas fraco, que reduziu a capacidade de geração das usinas hidrelétricas, a principal fonte de energia do país.
Para compensar esse déficit hídrico, foi preciso acionar mais usinas térmicas, movidas a óleo diesel ou gás natural, que são mais caras.
Normalmente, esse gasto extra é compensado pelas chamadas bandeiras tarifárias (adicionais na conta de luz, que variam de mês a mês).
No entanto, as condições hidrológicas foram tão ruins que as bandeiras não foram suficientes para cobrir as despesas, e as distribuidoras acabaram acumulando um rombo bilionário que foi repassado aos consumidores no reajuste anual das tarifas. O resultado foi visto nos aumentos anunciados ao longo de 2018.
A falta de chuvas continuará um problema no próximo ano, mas deverá afetar menos as tarifas definidas em 2019. O déficit hídrico foi um pouco melhor ao longo de 2018, o que pressionará menos os próximos reajustes, diz o estudo.
Além disso, uma mudança no cálculo das bandeiras tarifárias, aplicada no fim de 2017, fez com que as distribuidoras tivessem receitas adicionais maiores ao longo de 2018, o que reduzirá o repasse no reajuste anual.
Outro importante fator que pressionará as tarifas para baixo em 2019 é o fim do pagamento de um empréstimo contraído pelas distribuidoras de luz em 2013 e 2014,
A redução desses subsídios é uma das principais bandeiras de agentes e analistas do setor elétrico para reduzir a conta de luz dos consumidores. Um eventual corte nessa conta, porém, é polêmico, uma vez que setores beneficiados deverão resistir ao corte.
  Postado: 26/12/2018

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