A prisão de Lula pode trazer impactos para a Economia?

O economista Guilherme Tostes faz uma avaliação dessa situação

Lula foi oficialmente considerado preso no começo da noite de sábado, quando entrou no carro da PF, em São Bernardo. No entanto, desde a decretação de sua prisão, na quinta-feira da semana passada, muita especulação começou a ser feita a respeito dos impactos dessa situação na combalida economia brasileira.
Em artigo publicado pelo site Contábeis, o economista Guilherme Tostes faz uma avaliação prévia da situação.  Ele listou alguns dos efeitos imediatos e como o mercado financeiro assiste ao cenário político atual.
Assim que foi dada a notícia de sua condenação pelo Supremo, as ações da BOVESPA tiveram alta de 1,01%. Considerando que na véspera do resultado da negação de seu Habeas Corpus as ações da mesma BOVESPA tiveram uma queda de 0,31%, constata-se que houve uma reação imediata.
Segundo o especialista Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, a prisão de Lula confirmou algo que já estava razoavelmente precificado, que o ex-presidente não deverá ser candidato este ano.
Isso se explica pelo fato do mercado ter acordado um pouco mais calmo, se sentindo ligeiramente mais seguro em relação ao futuro do país e acreditando que agora o Brasil terá novamente um gestor que trabalhe com a ideia de finanças públicas equilibradas. Com essa balança em harmonia, geramos menos inflação, teremos quedas de juros e um ambiente mais propício para o desenvolvimento econômico. Também existe o efeito psicológico de que a impunidade está sendo debelada, é o que explica o Educador Financeiro, André Bona.
Entretanto, não podemos dizer que a situação do Brasil muda da noite para o dia, já que o cenário encontrado internacionalmente ainda é bem deteriorado e pouco favorável a economia nacional, será necessário tempo para ver quais serão os novos rumos tomados pela gestão atual.
Além disso, o mercado internacional não esquece que a fase da economia brasileira que obteve melhores resultados foi justamente nos governos do ex-presidente Lula. Segundo a FGV, o período de 2003 a 2008 foi a época de maior expansão da economia nacional dos últimos 30 anos, trazendo avanços para a educação, crescimento industrial e no pagamento de dívidas externas que o país acumulava.
Em suma, a prisão de Lula injeta na economia brasileira um novo folego, uma nova perspectiva. Porém, é preciso cautela e bastante cuidado ao afirmar que trará muitas melhorias, tudo dependerá das próximas ações tomadas por quem hoje está no poder e de como o mercado financeiro internacional irá interpretar isso.
 
Postado: 09/04/2018

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